O governo brasileiro deve pensar em criar um ambiente para ter juros de 5% a 6%, ou seja, uma Selic próxima da inflação corrente, e não acima.
A afirmação é do economista-chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Nicola Tingas, que acredita que a primeira condição para isso é o estabelecimento de um mercado de capitais de longo prazo, assim como o uso de instrumentos macroprudenciais, como restrição de crédito, para impedir uma escalada dos preços. “Isso é uma premissa teórica, uma especulação minha, mas acho que estaria dentro da linha de pensamento do governo.
Eu acredito que até o fim do governo Dilma os juros não sobem”, afirma Tingas. Esse ambiente de juros baixos, na opinião do economista, não teria impacto sobre o PIB potencial, pois, embora os empresários possam se beneficiar das taxas menores para comprar equipamentos com prazos mais alongados, a decisão de investir dependeria mais da conjuntura econômica do que dos juros.
Fonte: Consumidor-RS
